João R. S. Uzzum, Delegado de Polícia
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João R. S. Uzzum

Feira de Santana (BA)

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João R. S. Uzzum, Delegado de Polícia
João R. S. Uzzum
Comentário · há 13 anos
Professor Luiz Flávio, sou Delegado de Polícia Civil na Bahia a 13 anos e policial a 15 anos e concordo plenamente com seu artigo. O legislador Brasileiro atua de forma amadora não se valendo de estudos ou de pessoas de fato gabaritadas para resolver a problemática penal. Nossa Justiça funciona muito mal, bem como os organismos de segurança pública. Hoje os nossos presídios são ambientes livres para a pratica de delitos, sendo verdadeiros escritórios do crime organizado com uso liberado de celulares, drogas e até acesso a armas de fogo, não existe nenhuma atividade de inteligência efetiva após o encarceramento do condenado para coibir estes delitos. Até hoje não foi implementada a audiência por vídeo conferência e a tornozeleira eletrônica, o que seria de extrema utilidade para evitar longos deslocamento de presos o que é caro e arriscado e no caso da tornozeleira, (desde que tivesse uma central de monitoramento eficiente) preveniria pratica de outros crimes e fugas. Fala-se muito que os homicídios são relacionados ao tráfico de drogas, o que pela minha experiência concordo, em torno de 80% destes delitos tem relações com a traficância. Porém nobre professor o Brasil somente produz maconha (especialmente no nordeste) e somos vizinhos dos dois maiores produtores de cocaína do mundo (Bolívia e Colômbia), o Equador também é um grande produtor e também somos vizinhos do maior produtor mundial de maconha o Paraguai, e ninguém fala em implementar a LEI COMPLEMENTAR Nº 136, DE 25 DE AGOSTO DE 2010, a qual concedeu poder de Polícia as Forças Armadas para efetuarem o policiamento ostensivo das fronteiras, tudo entra no nosso país sem um efetivo controle, além do entorpecente temos claro armas, contrabando e evasão de divisas que não se toma providências efetivas. Concordo que o encarceramento deva ser reservado a delitos graves, como roubo, tráfico, homicídio, no entanto, também temos de estudar uma política de repressão aos pequenos delitos, para se eliminar o sentido de permissividade e impunidade que assola a nossa sociedade. As pessoas se alcoolizam e dirigem veículos, aeronaves e barcos, desacatam servidores públicos, descumprem decisões judiciais e tudo fica do mesmo jeito. A reincidência nos crimes considerados hediondos e imensa, considero no minimo uma ingenuidade se acreditar que um traficante vai parar com sua atividade ilícita, mesmo que tenha oportunidade de trabalhar, frente ganhar verdadeiras fortunas com a atividade e ainda ser respeitado pela "comunidade" sendo a sua atividade inclusive almejada pelos jovens como simbolo de ascensão social. Sei que não é fácil, mudar este estado de coisas, mas temos que evitar que entrem em nossas fronteiras armas e drogas diuturnamente. O roubo a bancos e a explosão de caixas eletrônicos e outra epidemia, não existe nenhum controle sobre a aquisição e uso de explosivos pelas pedreiras e cooperativas de mineradores, os os quais segue registram um BO quando são roubados, para não perderem a autorização, mas não se observa se o explosivo adquirido de fato foi utilizado, sendo da competência do Exército Brasileiro faze-lo. Esta difícil!
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